Updated: 26/04/2012

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-  Birmânia: Aung San Suu Kyi boicota sessão do parlamento
-  Presidente da Birmânia garante que processo de democratização não será revertido
-  UE decide renunciar à maior parte das sanções contra a Birmânia
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Birmânia: Aung San Suu Kyi boicota sessão do parlamento: Nobel da Paz e outros membros do seu partido rejeitam o juramento a que estão obrigados
tvi24 / CP  |  23- 4- 2012  8: 8

Aung San Suu Kyi e os outros membros do seu partido eleitos deputados boicotaram esta segunda-feira a sessão inaugural do parlamento por discordarem do juramento, rejeitando, assim, os lugares conquistados nas eleições.

O partido de Suu Kyi, a Liga Nacional para a Democracia, discorda do juramento a que os deputados estão obrigados e que obriga a «salvaguardar» a Constituição redigida pela junta militar que governava o país, e entretanto dissolvida, e pediu, sem sucesso, que as palavras fossem alteradas para «respeito» à Constituição.

O presidente birmanês, Thein Sein, afirmou não ter qualquer intenção de alterar o juramento dos deputados, salientando que cabe a Suu Kyi decidir se ocupará ou não o seu lugar no parlamento.

Thein Sein garantiu em Tóquio que o processo de democratização no seu país não será revertido.

«Não voltaremos atrás», afirmou, ao manifestar o desejo do Governo birmanês de «cooperar [com Aung San Suu Kyi, líder da oposição e Nobel da Paz] no sentido de prosseguir a mesma direção no interesse da população».

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Presidente da Birmânia garante que processo de democratização não será revertido
RTP - 23 Abr, 2012

O presidente da Birmânia, Thein Sein, garantiu hoje em Tóquio que o processo de democratização no seu país não será revertido.

"Não voltaremos atrás", afirmou Thein Sein, ao manifestar o desejo do Governo birmanês de "cooperar [com Aung San Suu Kyi, líder da oposição e Nobel da Paz] no sentido de prosseguir a mesma direção no interesse da população".

O presidente birmanês disse, porém, que não tem a intenção de alterar o juramento que deverão prestar os deputados eleitos, apesar da reivindicação de Suu Kyi, salientando que cabe à líder da oposição decidir se pretende ocupar o lugar no Parlamento que conquistou.

Suu Kyi e os outros 36 membros do seu partido eleitos anunciaram que vão hoje boicotar a sessão inaugural do Parlamento por discordarem do juramento que os obriga a "salvaguardar" a Constituição redigida pela junta militar que governava o país e, entretanto, dissolvida. A oposição pediu que as palavras fossem alteradas para "respeito" à constituição.

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UE decide renunciar à maior parte das sanções contra a Birmânia
Voz da Russia - 23.04.2012,

Os ministros do Exterior dos paises comunitários acordaram levantar todas as sanções outrora aplicadas à Birmânia, menos a proibição ao fornecimento de armas em sinal de reconhecimento das mudanças democráticas ocorridas no país.

Como se sabe, na Birmânia, sob o poder da junta militar durante quase 50 anos, em 2010, realizaram-se as eleições gerais, tendo sido formado, no ano passado, o governo civil.

Nas eleições suplementares, organizadas em inícios de abril, alguns assentos parlamentares foram ganhos pelo partido Liga Nacional pela Democracia, chefiado por Aung San Suu Kyi, que passou cerca de 20 anos na prisão domiciliária.

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-  Suu Kyi apresenta candidatura para eleições de abril
-  Birmânia: Três mortos em explosão
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Suu Kyi apresenta candidatura para eleições de abril
Fatim Missionaria_19/01/2012

A Nobel da Paz será candidata pela Liga Nacional para a Democracia. Suu Kyi tinha sido impedida de participar nas eleições parlamentares de 1990, quando o partido conquistou 392 dos

A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, apresentou ontem, 18 de janeiro, a sua candidatura às eleições legislativas da Birmânia, marcadas para o 1 de abril. Centenas de pessoas congratularam-se com a iniciativa da Nobel da Paz. A mulher de 67 anos será candidata pela Liga Nacional para a Democracia (LND).

Suu Kyi tinha sido impedida de participar nas eleições parlamentares de 1990, quando o partido conquistou 392 dos 485 assentos em disputa. Em novembro de 2010, o país teve as suas primeiras eleições legislativas dos últimos 20 anos. Depois de quase meio século no poder, a junta militar dissolveu-se. Em março de 2011 cedeu o poder a um governo civil.

Aung San Suu Kyi passou grande parte das últimas duas décadas em prisão domiciliária. Foi libertada há pouco mais de um ano. Desde então, o governo multiplica reformas: amnistia e libertação de detidos, inclusive prisioneiros políticos; direito de criar sindicatos, direito à greve e direito de se manifestar, entre outras coisas. A comunidade internacional apoia e aplaude as mudanças, refere a agência Misna.

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Birmânia: Três mortos em explosão
Diario Digital_19 de janeiro 2012

Três pessoas morreram e outra ficou ferida gravemente na sequência da explosão de um engenho na zona do norte da Birmânia controlada pela minoria Kachin, cujos líderes negociam a paz com o Governo, informou hoje a imprensa oficial.

A explosão da mina ocorreu na quarta-feira numa estação de autocarros na localidade de Mogaung, perto da fronteira com a China, quando havia muitos passageiros em trânsito devido à celebração do novo ano lunar.

Segundo o diário «Nova Luz de Myanmar», que cita fontes policiais, o engenho foi instalado por guerrilheiros do designado Exército de Kachin Independente.

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-  Milionário norte-americano George Soros vai encontrar-se com Aung San Suu Kyi
-  Mianmar terá eleições parciais em 1º de abril
-  Birmânia: 16 mortos e 79 feridos em incêndio em Rangum
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Milionário norte-americano George Soros vai encontrar-se com Aung San Suu Kyi
Sol_30 Dic. 2012

O investidor e milionário norte-americano George Soros, cuja fundação financia projectos na Birmânia, vai encontrar-se na próxima segunda-feira com a opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, divulgou hoje um porta-voz da Nobel da Paz. Suu Kyi irá receber Soros na sua casa em Rangum, indicou Nyan Win, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, sem adiantar mais pormenores.

A fundação de Soros, a Open Society, apoia na Birmânia vários projetos que têm como principal objetivo promover e encorajar a democratização do país.

No passado dia 2 de Dezembro, a opositora birmanesa, que celebrou recentemente o primeiro aniversário da sua libertação da prisão domiciliária, em 2010, recebeu a visita da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton.

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Mianmar terá eleições parciais em 1º de abril
(AFP)_30/12/11

As eleições parciais birmanesas, nas quais a opositora Aung San Suu Kyi poderá participar, acontecerão em 1º de abril de 2012, informou nesta sexta-feira à AFP uma fonte governamental. Mais de um ano depois das eleições de novembro de 2010, boicotadas pelo partido de Suu Kyi, a votação designará os candidatos a 48 cadeiras nas duas assembleias nacionais e das assembleias regionais. "As eleições parciais acontecerão em 1º de abril", declarou a fonte.

Os candidados terão que registrar seus nomes entre 16 e 31 de janeiro.

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Birmânia: 16 mortos e 79 feridos em incêndio em Rangum
Expresso_29 Dic. 2012

Pelo menos 16 pessoas morreram e outras 79 ficaram feridas num incêndio num armazém de Rangum, a principal cidade da Birmânia, que se alastrou às casas vizinhas, revelaram as autoridades. De acordo com as informações das autoridades locais, o fogo teve início num armazém do Estado antes de amanhecer e alastrou-se rapidamente a algumas construções adjacentes, muitas das quais construídas em madeira. Enquanto os bombeiros continuam a busca de corpos no local e as autoridades investigam as causas do incêndio, um funcionário hospitalar revelou que entre os mortos está, pelo menos, um bombeiro que sucumbiu a uma explosão dentro do armazém quando combatia o incêndio.

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-  Primeira-ministra tailandesa se reunirá com Aung San Suu Kyi
-   Mianmar prevê "paz perpétua" em três anos, diz ministro
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Primeira-ministra tailandesa se reunirá com Aung San Suu Kyi
(AFP)_17/12/11

A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, anunciou neste sábado que na próxima semana se encontrará com a opositora pró-democrática birmanesa Aung San Suu Kyi. Yingluck viajará à capital de Mianmar, Naypyidaw, na segunda-feira para uma reunião de líderes políticos da região e aproveitará a viagem para se deslocar a Rangun e se encontrar com a prêmio Nobel da Paz.

Será o primeiro encontro de um primeiro-ministro tailandês com Suu Kyi, destacou um porta-voz governamental. "É uma mulher notável que luta pela democracia", disse Yingluck em sua aparição televisionada semanal. Suu Kyi foi libertada recentemente após mais de duas décadas de prisão domiciliar e espera-se que participe nas eleições que serão realizadas em Mianmar no início de 2012.

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Mianmar prevê "paz perpétua" em três anos, diz ministro
Terra Brazil_17/12/11

O governo de Mianmar planeja acabar, em um prazo de três anos, com uma série de longos conflitos com etnias rebeldes e ordenou que as suas tropas interrompam ofensivas contra as milícias Kachin, informou o principal negociador de paz do país. O governo está discutindo acordos de cessar-fogo com vários grupos étnicos armados e pode até anunciar os acertos em uma conferência especial no Parlamento, informou o ministro da Indústria e chefe do grupo que negocia a paz, Aung Thaung. "Serão cerca de três anos para obtermos acordos de paz com todos os grupos étnicos armados", afirmou Aung Thaung a repórteres na sexta-feira.

Alcançar o cessar-fogo com os muitos grupos armados do país é uma exigência do Ocidente para a retirada de sanções contra Mianmar, e o governo tornou o projeto uma prioridade em meio a várias reformas lançadas nos últimos meses. Entre elas está a libertação de mais de 200 presos políticos.

Autoridades dos EUA afirmam que o processo de paz deve ser o principal desafio para os líderes civis, que querem reformar a Nação do Sudeste Asiático após cinco décadas de governo militar. Aung Thaung afirmou que, até agora, acordos com dez grupos foram alcançados e que o presidente, Thein Sein, ordenou que os militares deixassem de enfrentar o Exército da Independência Kachin (Kia, na sigla em inglês), uma das maiores guerrilhas do país.

Entretanto, a luta com o Kia continua, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos e fontes da milícias Kachin, apesar das ordens dadas pelo presidente. "Pode haver conflitos esporádicos em algumas regiões remotas, porque as tropas podem não ter recebido a instrução, devido à falta de um bom sistema de telecomunicações", afirmou Aung Thaung quando perguntado por que alguns soldados não respeitaram as ordens de Thein Sein. A vencedora do Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi, que planeja buscar a reeleição no próximo ano para um cargo vago no Parlamento, está pressionando pelo acordo de paz por anos e defende a autonomia, sob sistema federal, para pelo menos três grupos étnicos.

Ela pediu um "Segundo Acordo Pinlong" no último ano, quer seria a retomada de um plano esboçado em fevereiro de 1947 e apoiado pelo seu falecido pai e herói da independência, Aung San, mas abortado após o assassinato dele, cinco meses depois. Thein Sem pleneja realizar uma conferência no Parlamento muito maior do que a Pinlong, afirmou Aung Thaung, com o objetivo de firmar todos os acordos de cessar-fogo e assegurar que os conflitos não voltem.

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-  Suu Kyi vai participar nas próximas eleições na Birmânia
-  Birmânia: Bomba mata dez pessoas
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Suu Kyi vai participar nas próximas eleições na Birmânia
Sol - 18 Novembro 2011

A Liga Nacional para a Democracia «decidiu unanimemente voltar a registar-se como partido político e vai mesmo concorrer nas próximas eleições», pode ler-se no comunicado que surgiu após uma reunião entre os membros do partido. A decisão é definitiva. O principal partido da oposição birmanesa vai mesmo entrar na próxima corrida eleitoral, que ainda não tem data marcada, depois de ter boicotado as eleições de Novembro do ano passado – as primeiras ao fim de 20 anos. A decisão surge numa altura em que já se começam a ver alguns sinais de reformas e abertura no país.

«O que estamos a fazer agora envolve um grande risco, mas é tempo de correr riscos porque na política nunca se pode ter 100 por cento de certeza de que vamos ser bem sucedidos», disse a líder Suu Kyi. A vida política da liberal Suu Kyi não tem sido, de todo, facilitada. No último sufrágio de 2010, o partido democrático recusou-se a participar nas eleições devido a uma restrição imposta pelo governo que impedia Suu Kyi, e todos os antigos presos políticos, de concorrer a um lugar no parlamento. A cláusula pretendia atingir explicitamente a grande opositora do regime da junta militar, que depois conduziu uma acção de boicote às eleições. Já em 1990 o partido da Liga Nacional para a Democracia ganhou as eleições, mas a junta militar recusou-se a admitir e a legitimar os resultados. Na sequência destas eleições, o regime militar manteve a opositora em prisão domiciliária durante um total de 15 anos. Mas os sinais de abertura política começam agora a aparecer lentamente. O governo civil birmanês, liderado por um antigo oficial do exército, que foi também primeiro-ministro no regime da junta militar, tem vindo a mostrar alguma boa vontade perante a opositora Suu Kyi.

O certo é que trazer a protagonista da luta pela democracia de volta ao cenário político confere mais legitimidade ao actual governo, tanto a nível nacional como internacional. Depois de Suu Kyi ter conversado com Obama, pedindo-lhe sinais de confiança na Birmânia, os Estados Unidos anunciaram que a secretária de Estado, Hillary Clinton, irá visitar o país no próximo mês, nesta que será a primeira visita feita em mais de 50 anos. A Dama de Rangum confirmou assim que vai lutar por um dos 48 assentos parlamentares que vão a votos, ainda sem data marcada, apesar de admitir que «o caminho que temos pela frente está repleto de dificuldades e o caminho para a democracia é infinito».

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Birmânia: Bomba mata dez pessoas
Lusa - 14 Novembro 2011

Pelo menos 10 pessoas morreram na explosão de uma bomba na capital do estado de Kachin, no norte da Birmânia, disseram hoje as autoridades governamentais birmanesas.

A explosão, registada no domingo à noite, na cidade de Myitkyina, causou 23 feridos, incluindo cerca de 15 crianças, de acordo com a agência noticiosa France Presse, citando uma fonte estatal, que pediu o anonimato. Aparentemente, a explosão não foi intencional e terá ocorrido quando um homem tentava mostrar a outros "como colocar uma bomba", disse a mesma fonte da administração birmanesa, citada pela AFP.

No sábado explodiram outras duas bombas na mesma cidade, sem causar vítimas, noticiou o jornal oficial estatal birmanês New Light of Myanmar. O país tem registado, nos últimos anos, a explosão de diversas bombas, que as autoridades birmanesas atribuem a grupos no exílio ou a rebeldes das minorias étnicas que reclamam mais autonomia face ao governo birmanês.

Kachin é um dos mais perigosos estados da Birmânia, sendo o palco de um conflito de décadas entre representantes da etnia kachin e as tropas governamentais.

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