Updated: 11/01/10

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-  Justiça de Mianmar examina em janeiro recurso de Suu Kyi
-  Birmânia arrisca «isolamento e estagnação económica»
-  Junta militar autorizou Suu Kyi a reunir-se com membros do seu partido
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Justiça de Mianmar examina em janeiro recurso de Suu Kyi
EFE - 2/1/10

A Suprema Corte de Mianmar (antiga Birmânia) examinará no dia 18 de janeiro o recurso apresentado pela principal opositora do país e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, contra a pena de um ano e meio de prisão domiciliar que cumpre, informou hoje uma emissora de rádio da dissidência.

Suu Kyi, de 64 anos, ainda não sabia quando a Justiça birmanesa realizaria a audiência, depois de aprovar o recurso para trâmite no dia 21 de dezembro. A defesa argumenta que a ativista foi julgada e condenada com uma legislação contida na Constituição de 1974, que foi cancelada pela Carta Magna que aprovada em plebiscito no ano passado. Os advogados do Estado afirmam que os artigos referentes à segurança nacional aplicados com Suu Kyi seguem em vigor. A Nobel da Paz passou 14 dos últimos 20 anos sob prisão domiciliar por pedir de maneira pacífica reformas democráticas em seu país.

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Birmânia arrisca «isolamento e estagnação económica»
Fatima Missionaria - 30/12/09

O mundo continua atento à prisioneira política birmanesa, Aung Suu Kyi. A mediática senhora de 64 anos recebeu promessas de apoio de Gordon Brown.

O primeiro-ministro britânico escreveu uma carta de apoio a Aung Suu Kyi, ex-líder birmanesa. Presta homenagem à coragem da Prémio Nobel da Paz, que vive há 14 anos em prisão domiciliária. Na carta, o governante britânico renova o apelo junto do governo militar do país para que as eleições sejam livres e justas. «Se as eleições previstas se desenrolarem de acordo com uma Constituição desleal, excluindo os responsáveis da oposição e sem supervisão internacional, o regime militar condenará a Birmânia a anos suplementares de isolamento diplomático e à estagnação económica», declara Gordon Brown, no documento.

A «Dama de Rangum» seria uma forte candidata as próximas eleições, em 2010. A prolongação da sua prisão domiciliária para muitos não passa de uma estratégia para a manter afastada do palco eleitoral. A Liga nacional para a Democracia venceu as últimas eleições na Birmânia, em 1990 mas os resultados nunca foram reconhecidos pela junta no poder. Aung Suu Kyi foi impedida de assumir a chefia do governo e tornada prisioneira política nas ultimas duas décadas.

Suu Kyi, prémio Nobel da Paz em 1990, pedira há pouco mais de um mês aos líderes militares para que lhe fosse permitido encontrar-se com os três “anciãos” da LND – assim como, posteriormente, realizar uma reunião plenária do partido, o qual venceu as eleições legislativas de 1991 mas ao qual a junta jamais permitiu governar o país.

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Junta militar autorizou Suu Kyi a reunir-se com membros do seu partido
Fatima Missionaria - 16/12/09

A junta militar que governa a Birmânia autorizou a líder da oposição Aung San Suu Kyi a receber esta manhã perto da casa de Rangum onde permanece em prisão domiciliária membros da Liga Nacional para a Democracia (LND), que lidera. O raríssimo encontro foi breve, mas dele saiu a decisão de fazer mudanças na chefia do partido.

 “Ela pediu-nos que fosse reorganizado o comité central executivo do partido, com o que concordámos”, informou já no final do encontro, que durou 45 minutos, o secretário-geral da LND, U Lwin, de 85 anos. A delegação incluía ainda o presidente do comité, Aung Shwe, de 92 anos, e um outro membro daquele organismo do partido. A reunião decorreu numa casa do Estado que fica a uns cinco minutos de viagem de carro da residência de Suu Kyi em Rangum.

Esta medida abrirá caminho à promoção dentro do partido de jovens políticos, tendo possivelmente em vista as eleições legislativas multipartidárias prometidas pela junta militar para o próximo ano. A LND ainda não esclareceu se irá ou não participar neste escrutínio, que muita da oposição birmanesa vê como não mais do que uma farsa construída para dar aval nas urnas à continuação dos militares no poder.

Seguro é que Suu Kyi estará, à partida, afastada de poder submeter-se a votos, depois de ter sido condenada a 18 meses mais de detenção domiciliária, já em comutação da pena original emitida em Agosto passado – então de três anos de prisão efectiva – devido ao incidente em que um cidadão norte-americano entrou na sua casa de Rangum em Maio, onde a líder da LND se encontrava já a cumprir, em contínuo desde 2003, uma outra pena domiciliária.

Apesar de ter interposto recurso em meados de Novembro passado, não é esperado que Suu Kyi – que passou 14 anos das últimas duas décadas sob alguma forma de detenção – venha a receber qualquer decisão do Supremo Tribunal com a celeridade necessária para que possa ser candidata em 2010. Apesar de o recurso dever começar a ser examinado já na próxima segunda-feira.

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Supremo birmanês aceita recurso contra condenação a Suu Kyi
EFE - 4 dez. 2009

A Corte Suprema de Mianmar (antiga Birmânia) anunciou hoje que aceitou a exame o recurso da líder opositora birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, contra a pena de 18 meses de prisão domiciliar que cumpre. A decisão de aceitar o recurso apresentado pela équipe de advogados da ativista aconteceu depois que, em 2 de outubro, um tribunal ordinário de Yangun rejeitou dar trâmite legal à reivindicação.

Em um breve anúncio oficial, a Corte Suprema precisou que se pronunciarà em 21 de dezembro sobre o recurso. Os advogados da defesa argumentam que Suu Kyi, de 64 anos, foi julgada e condenada, em 11 de agosto, d'acordo com a legislação contida na Constituição de 1974 e que anulou a Carta Magna aprovada em 2008.

A Promotoria sustenta, e assim entendeu o juiz de distrito, que os artigos usados para julgar a opositora continuam em vigor. Suu Kyi, líder da Liga Nacional pela Democràcia (LND), viveu 14 dos últimos 20 anos sob prisão domiciliar por pedir de maneira pacífica reformes democráticas em seu país. Mianmar é uma ditadura des de o levante de 1962 e não realitza eleições parlamentares des de 1990, quando a LND ganhou com mais de 82% dos votos, mas o resultado nunca foi acatado pelos militares.

A Junta Militar se prepara para realitzar eleições legislatives em 2010 e a comunidade internacional, com a ONU à frente, pediu ao regime que, para legitimar o referendo, tem primeiro que deixar em liberdade os cerca de 2,2 mil presos políticos, incluindo Suu Kyi.

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